segunda-feira, 26 de março de 2012

Filme “A Missão” do Diretor Roland Joffé


Hoje, 26 de março de 2012 estarei com os alunos da 6ª série D e C da EE Celso Abbade Mourão utilizando a sala de vídeo, com o propósito de assistir com os aluno ao filme “A Missão” do Diretor Roland Joffé, e com o ator principal Robert De Niro.
Esse filme, de 1986, ganhou a Palma de Ouro no festival de Cannes; e mostra os fatos reais que ocorreram nas fronteiras de Argentina, Paraguai e Brasil em 1750.
Justificativa
Após os trabalhos utilizando o “caderno do aluno” situação de aprendizagem 1 e 2 onde as idéias de limites e fronteiras foram bem trabalhados; com a situação 3 Estudos da Formação do Brasil por Meio de Mapas, sendo os mapas antigos da América do Sul revelando a forma de ocupação do território durante os primeiros séculos de dominação portuguesa, o filme servira de ótima ilustração para os conteúdos estudados no 1º bimestre.

Sinopse e detalhes (www.adorocinema.com)

No final do século XVIII Mendoza (Robert De Niro), um mercador de escravos, fica com crise de consciência por ter matado Felipe (Aidan Quinn), seu irmão, num duelo, pois Felipe se envolveu com Carlotta (Cherie Lunghi). Ela havia se apaixonado por Felipe e Mendoza não aceitou isto, pois ela tinha um relacionamento com ele. Para tentar se penitenciar Mendoza se torna um padre e se une a Gabriel (Jeremy Irons), um jesuíta bem intencionado que luta para defender os índios, mas se depara com interesses econômicos.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Os arrastões nos restaurantes de São Paulo

Sobre as reportagem “os arrastões nos restaurantes de São Paulo”, acho um absurdo vocês responsabilizarem a falta de seguranças e equipamentos nos estabelecimentos sem mencionarem que isso só ocorre por falta de segurança publica.
Não é só a rádio Jovem Pam que seque nesse equívoco no foco desse problema, pois, o setor da imprensa televisiva também os comete.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A construção do currículo escolar e a qualidade do ensino

Em entrevistas veiculadas nos últimos dias, o Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, apresentou algumas ideias que pretende desenvolver em sua gestão, algumas delas voltadas à atualização profissional dos professores.
Considerando a época em que vivemos, a chamada era do conhecimento, com alto desenvolvimento da informática, da comunicação e de avançadas tecnologias, o ministro propõe que os professores sejam integrados a este estágio da sociedade do conhecimento, inclusive com a distribuição de tablets e do acesso a outros instrumentos tecnológicos. Considero que esta é uma medida importante e necessária, pois os professores precisam estar sintonizados com o seu tempo, ou estarão em desvantagem, em muitos aspectos, em relação aos próprios estudantes.
Outro aspecto abordado nas entrevistas do Ministro é a organização curricular da educação básico. No meu ponto de vista, debater o currículo escolar é uma necessidade permanente, hoje e sempre, não apenas em um momento determinado, frente a uma questão pontual.
Neste momento, fala-se em estabelecer um currículo mínimo nacional para a educação básica. O termo não é bom. Não há que adjetivar o currículo. Precisamos de uma organização curricular que seja capaz de atender aos anseios e necessidades de formação de nossas crianças e jovens, assegurando a qualidade do ensino. Tampouco devemos pensar um currículo nacional como uma camisa de força imposta aos sistemas e às escolas.
Quando se fala em qualidade do ensino, é preciso ter em conta que se trata de uma concepção mutável, de acordo com cada época. Lembro-me que no passado a qualidade do ensino era aferida por fatores como, por exemplo, a boa caligrafia do estudante. Havia aulas de caligrafia. Um bom aluno tinha letra bonita, era avaliado e recebia nota por isso. Poderia, inclusive, ser reprovado. Também a qualidade do ensino era associada ao bom comportamento dos estudantes, a que se atribuíam notas. Esta nota não reprovava, mas podia baixar a média. Já naquela época muitos de nós não nos enquadrávamos naquele “padrão de qualidade.”
Debater currículo e qualidade do ensino, portanto, significa pensar e repensar o conceito de qualidade na época atual e os pilares de uma organização curricular afinada com este conceito. Neste sentido, concordo que a leitura e a escrita permanecem sendo a base do currículo, o alicerce do processo educativo, pois sem a leitura e a escrita o menino não consegue sequer acompanhar as demais disciplinas.
Entretanto, a leitura e a escrita têm que ser pensadas em sua omnilateralidade, não como mera decodificação e simples alfabetização no seu sentido mais básico, qual seja, o de simplesmente conhecer e utilizar as letras do alfabeto. Devemos pensar a leitura e a escrita de acordo com a concepção freiriana, qual seja, a de que a leitura deve dar sentido às palavras, deve ser uma ferramenta para ler o mundo, para (re)interpretar a realidade, inserir-se nela.
Este é desafio de construir o currículo com o qual sonhamos. É preciso atualizar o conceito de leitura de acordo com o mundo atual, não desconectada da era da informática, da biotecnologia, dos avanços da comunicação e tantos outros. Neste sentido, Paulo Freire é mais que atual. Ele antecipou essa idéia da leitura como ferramenta para compreender o mundo, para compreender o tempo em que se vive, entender as coisas em sua natureza, sua diversidade e sua singularidade.
No debate curricular é preciso, portanto, atualizar as palavras de Paulo Freire; é preciso ler e reler seus ensinamentos para que possamos construir uma estrutura curricular e conteúdos que correspondam às necessidades dos nossos estudantes e da sociedade.
Alguns falam que é preciso formular um currículo que atenda às expectativas de aprendizagem dos estudantes. Mas quando se fala em expectativa, estamos falando de algo que se espera. Não se constrói um currículo a partir de expectativas. De um currículo não se espera; é mais do que isso. O currículo é dinâmico. Devemos estar no processo, construí-lo junto com nossos alunos, com a equipe escolar, por meio do conselho de escola, levando em conta os parâmetros nacionais, as normas do sistema, mas, sobretudo, a realidade concreta daquela comunidade e daqueles estudantes. A meta é a formação plena das crianças e jovens, para a continuidade dos estudos, para a cidadania, para a vida.
A construção e implementação de um currículo que seja instrumento para um ensino de qualidade devem se dar num ambiente dotado de tecnologia, de fácil acesso às informações e às fontes de pesquisa, de condições adequadas de trabalho, bibliotecas, salas adequadas com número de alunos de acordo com os padrões internacionais, jornada de trabalho correta, gestão democrática e outros elementos fundamentais ao processo educativo. É preciso, enfim, assegurar o padrão de qualidade a que se referem os artigos 206, 211 e 214 da Constituição Federal. Desta forma poderemos avançar. Do contrário, mais uma vez estaremos chovendo no molhado.
Maria Izabel Azevedo Noronha
Professora da rede estadual de ensino
Presidenta da APEOESP – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo
Membro do Conselho Nacional de Educação
Membro do Fórum Nacional de Educação

domingo, 11 de dezembro de 2011

Eu Quero Ser Feliz Agora de Oswaldo Montenegro

Sempre fui fá do Cantor Montenegro, mas chegar aos meus 49 anos e ter o prazer de velo cantar ao vivo essa musica maravilhosa aqui na Granja Viana, em Cotia foi o máximo! e é com o "espirito" de musica que quero transmitir a todos uma passagem de 2011 para 2012 e que todos encontre a felicidade agora!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Morreu o sambista Raimundo Januário Neto


Meu parente, meu amigo e uma personalidade marcante nas nossas vidas, dotado de uma das mais nobres virtudes do ser humano a franqueza, sinceridade e solidariedade.... e, se ele me ouvisse ia dizer: para de falar e me deixa descansar...#!*&)#@¨& a vida transcende a matéria e coisa boa dura pra sempre...estaremos sempre juntos meu irmão......
Segunda-feira, 21/11/2011
No domingo (20), morreu o sambista Raimundo Januário Neto. Xique Xique, como era conhecido, foi uma das figuras mais conhecidas do carnaval paulista. Alegre e brincalhão, ele foi um dos fundadores da Águia de Ouro, há 35 anos.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1703110-7823-MORRE+O+SAMBISTA+RAIMUNDO+JANUARIO+NETO+O+XIQUE+XIQUE,00.html

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Internet assusta os poderosos


por Laurindo Lalo Leal Filho
Numa noite de sábado o Jornal Nacional surpreendeu os telespectadores. Depois de um intervalo comercial, os apresentadores titulares do programa (que geralmente não trabalham aos sábados) passaram a ler os princípios editoriais das Organizações Globo. Muita gente ficou intrigada. Por que aquilo naquela hora? Não havia mais nenhuma notícia importante no mundo a ser dada? E porque só agora, depois de 86 anos de existência, a empresa resolveu divulgar na TV suas normas de trabalho?

Milhões de telespectadores em todo o Brasil ficaram sem respostas. Só quem tem acesso à internet soube do que se tratava. A explicação para o inusitado texto lido no Jornal Nacional estava no blog “O Escrevinhador”, de Rodrigo Vianna. Nele eram reproduzidas informações de um jornalista da Globo sobre como a emissora pretendia cobrir a indicação do embaixador Celso Amorim para o Ministério da Defesa.
Durante os oito anos do governo Lula em que esteve à frente do Ministério das Relações Exteriores, Amorim sempre foi visto com desagrado pelas Organizações Globo. A empresa não engolia as posições do ministro em defesa da soberania nacional, principalmente quando elas não coincidiam com os interesses dos Estados Unidos.

A volta de Amorim ao primeiro escalão do governo foi uma afronta para a Globo. Segundo o jornalista mencionado no blog a orientação da empresa era clara: “os pauteiros devem buscar entrevistados para o Jornal Nacional, Jornal da Globo e Bom dia Brasil que comprovem a tese de que a escolha de Celso Amorim vai gerar ‘turbulência’ no meio militar. Os repórteres já recebem a pauta assim, direcionada: o texto final das reportagens deve seguir essa linha. Não há escolha”.

Pena que só internautas atentos ficaram sabendo disso. Jornais e revistas não repercutiram o assunto e muita gente acabou achando que, finalmente, a Globo havia tomado a iniciativa magnânima de expor à sociedade seus princípios editoriais partindo de vontade própria.

Mas mesmo atingindo um público relativamente muito menor do que o da televisão, a internet prestou um bom serviço à sociedade. Inibiu um pouco a ação nefasta armada contra o novo ministro e mostrou que a poderosa organização não consegue mais fingir que denúncias e criticas não a atingem. A Globo sentiu o golpe e tentou responder recorrendo a princípios por ela violados várias vezes ao longo de sua história.

Esperava-se uma mudança de conduta a partir daquele momento. Não foi o que ocorreu. Na mesma edição a apresentadora do Jornal Nacional disse o seguinte: “está foragida a merendeira que pôs veneno de rato na comida de crianças e professores numa escola pública de Porto Alegre”, mostrando uma foto da moça de 23 anos.

Poderia até ser verdade, mas o Jornal Nacional baseava-se apenas numa versão da policia, negada pela acusada. Seu advogado havia divulgado a palavra dela, através da Rádio Guaíba, oito horas antes do JN ir ao ar. Mas para não perder uma notícia espetacular – envenenamento de crianças – nada disso foi levado em conta. Nem os tais princípios editoriais.

Se não fosse outra vez a internet, fatos como esse não estariam sendo contados aqui em detalhes. Foi o blog do Mello que registrou a violação dos princípios editorais da Globo, na mesma edição em que eles foram divulgados, acompanhados da gravação do desmentido da merendeira feito através do rádio.

Dessa forma vão sendo levantados os véus de interesses que recobrem o noticiário divulgado por grandes meios de comunicação, não só no Brasil mas em várias outras partes do mundo. Parece ser um caminho sem volta. A medida em que um número maior de pessoas vai tendo acesso à internet, fica cada vez mais difícil para os meios tradicionais de comunicação realizar desvios desse tipo.

Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP